terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Labirinto

Sozinha outra vez
E isso já se torna rotina.
Não por opção
Pois tudo foi arrancado de mim sem aviso.
Mas estou desprotegida agora
À mercê da minha frustração, dos meus medos, da minha solidão.
À mercê de mim mesma.
E ao tentar não me expor, me exponho mais.
Insignificante entre a multidão
Não tenho mais ninguém pra me guiar.
Estou perdida no labirinto em que fui deixada
E se eu sobreviver às armadilhas do caminho
Morrerei no penhasco que encontrarei na saída.

Meu Breu

Estou sozinha na escuridão da minha mente
Sendo assombrada pelos meus medos e pelos meus erros
Enquanto tento correr para algum lugar, mas não chego a lugar algum
Nesse momento eu me pergunto se eu deveria ter tentado mais
O breu aterrorizante no qual me escondi agora me engole
Me jogando do nada para o nada
E eu me vejo caindo num buraco sem fundo
Mas não há ninguém para me segurar
Então eu me deixo ser abraçada pelas minhas mágoas
A única coisa que ainda me resta.

Sem Você

Agora, finalmente, sinto o pouco de calor restante dentro de mim se esvair.
Meu coração lentamente desiste de lutar e meus batimentos cardíacos já são quase inexistentes.
Meus pensamentos se libertam de minha mente e perambulam em direção a algum lugar distante, inutilmente procurando por você.
O sangue que escorre pela minha pele lava todos os resquícios de vida que ainda restam, e eu me encontro perdida novamente.
Perdida num mar vazio de nada, gelado e cruel.
Estou sem você.

A Espera

Esperando algo que eu sei que não virá
Estou sozinha, apesar de ter a agonia e a solidão como companheiras fiéis
Abandonada por quem tinha em mãos minha felicidade e esquecida pelo mundo
E os olhos que me observam agora transbordam pena
Quase como os meus, que agora transbordam lágrimas afiadas e cortantes pelos sentimentos amargos que elas contêm
E a única razão pela qual ainda vivo não está aqui, mas ainda mantém acesa minha esperança
Esperança de que toda essa espera valha a pena no final.

Amarga Contradição

Desfaleço ao som do silêncio ensurdecedor,
Perdida num mar de nada, mas também de tudo;
Gelado, mas também ardente.
O sangue congela em minhas veias e as labaredas consomem minha carne, quase consoladoras;
E o desespero tranqüilo de minha morte já não é surpresa,
Estive de acordo quando soltei sua mão e lhe deixei ir.
Estúpido erro.